O tipo mais comum e menos letal é o câncer de pele não-melanoma. Ele se divide em carcinomas basocelulares, que são os mais frequentes, e espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Embora seu diagnóstico normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença.

SINTOMAS

O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas, faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:

  • Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
  • Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

TRATAMENTO

Todos os casos de câncer da pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo. Há diversas opções terapêuticas para o tratamento do câncer da pele não-melanoma, podendo a maior parte dos casos ser tratada com procedimentos simples. Além de várias modalidades cirúrgicas, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e as medicações orais e tópicas são outras opções. O tratamento do melanoma varia conforme a extensão, agressividade e localização do tumor, bem como a idade e o estado geral de saúde do paciente.

COMO SE PROTEGER

A maioria dos cânceres da pele está relacionada à exposição ao sol, por isso todo cuidado é pouco. Pessoas de pele clara, com sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros correm mais riscos. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico de câncer de pele, queimaduras solares, incapacidade para se bronzear e muitas pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.

Alguns cuidados são fundamentais: usar chapéus e cobrir as áreas expostas com roupas apropriadas, evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas (horário de verão); usar filtro solar diariamente, que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção (FPS) 30, no mínimo.  Também é importante observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas e consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Fonte de informações: Sociedade Brasileira de Dermatologia

(http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/)