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Os riscos da automedicação aumentaram com a pandemia

05/03/2021

A medicação é essencial para o tratamento de doenças quando utilizada de maneira correta e de acordo com critérios médicos. Já a automedicação, ou seja, o uso de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, sem a avaliação prévia de um profissional capacitado, pode trazer inúmeros problemas.

Entre os riscos da automedicação, a intoxicação é a mais perigosa. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, cerca de 30 mil casos de internação são registrados por ano no Brasil por decorrência de intoxicação. Os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios estão entre os que mais intoxicam.

Outro risco da automedicação é o fato de que, se um medicamento é ministrado na quantidade inapropriada, ou ainda, se combinado a outro, ele pode mascarar sintomas de uma doença mais grave. Muitos remédios, quando usados sem prescrição médica, podem ocultar doenças. É o caso dos anti-inflamatórios, que, além disso, também podem provocar o comprometimento de outros órgãos, como os rins.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) calcula que 18% das mortes por envenenamento no Brasil podem ser atribuídas à automedicação, e 23% dos casos de intoxicação infantil estão ligados a ingestão acidental de medicamentos armazenados em casa de forma incorreta.

Nessa época de pandemia, acentuou-se a busca por remédios por conta própria. Muitas pessoas estão influenciadas pela circulação das chamadas fake news sobre medicamentos para combater o coronavírus. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), em 2020, medicamentos como a hidroxicloroquina (antimalárico), a ivermectina (vermífugo) e a nitazoxanida (antiparasitário) tiveram altas expressivas nas vendas devido à crença de que sejam fórmulas milagrosas que previnam ou curem a covid-19. 

Em nota, o CFF assinalou que, “com exceção das vacinas anticovídicas, cujo uso emergencial foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até o presente momento, as melhores evidências científicas são de que não há medicamento que evite que pessoas fiquem doentes ao serem infectadas pelo novo coronavírus. As principais e mais respeitadas entidades científicas, sociedades médicas e farmacêuticas, e organizações sanitárias internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Federação Farmacêutica Internacional (FIP) já declararam publicamente a falta de base científica, clínica e epidemiológica que sustente a eficácia ou o benefício da adoção do chamado “tratamento precoce contra a Covid-19”. Ressalta-se que a própria Anvisa não aprovou o registro de uso de qualquer medicamento com esse propósito. Assim, não há um medicamento capaz de curar as pessoas da infecção pelo SARS-Cov-2 e suas possíveis variantes.”

A nota ressalta ainda que “alguns medicamentos disponíveis atualmente são indicados para tratar sinais e sintomas da doença, porém, somente devem ser usados sob a prescrição e a supervisão médicas.”

Outra questão que chama a atenção na busca por algo que proteja contra a covid-19 é o aumento da procura por coquetéis vitamínicos para aumentar a imunidade. Contudo, especialistas alertam que as vitaminas parecem inofensivas, mas algumas também podem ter interação medicamentosa importante. Pessoas que fazem tratamento de diabetes, hipertensão, de problemas renais ou hepáticos não devem usar um composto vitamínico sem a ciência e prescrição do médico assistente. Outra ressalva é o uso prolongado da vitamina C, propagada em fake news como preventiva do coronavírus, que pode causar males como cálculos renais, distúrbios gastrintestinais e incômodo na bexiga.

Aliado às informações falsas sobre medicamentos e receitas duvidosas, o medo de sair de casa para ir ao médico ou ao hospital aumentou a opção pela automedicação. Mas cresceram também a oferta de serviços como a telemedicina, que é a opção mais adequada neste momento.

Certo é que o acompanhamento médico é fundamental para o correto tratamento de qualquer problema de saúde. O uso de medicamentos sem orientação, ao invés de ajudar, é arriscado e pode ser a fonte de outros problemas.

COPASS TELECONSULTAPara que seus beneficiários possam cuidar da saúde com segurança, sem sair de casa, a Copass Saúde disponibiliza o Copass Teleconsulta. Uma plataforma de telemedicina que oferece consultas médicas e orientações, através de uma equipe de médicos e profissionais de saúde capacitados para atender às mais diversas necessidades e queixas de saúde. Se precisar de uma consulta médica, ligue ou acesse:–  3003-0486 ( ligação telefônica)–   tiny.cc/copassteleconsulta (link via internet)

Fontes:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Conselho Federal de Farmácia

Conselho Federal de Farmácia – Nota aos Farmacêuticos e à Sociedade

Escola de Educação Permanente

saudedebate.com.br

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