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Medicamentos de referência, genéricos e similares: entenda as diferenças

12/08/2026

Entenda as diferenças entre medicamentos de referência, genéricos e similares e por que gastar menos pode ser uma decisão segura, confiável e eficaz.

Na hora de comprar um medicamento, muitas pessoas ainda acreditam que o mais caro é sinônimo de maior qualidade. Mas essa ideia não corresponde à realidade. No Brasil, medicamentos genéricos e similares aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passam por rigorosos testes que garantem sua qualidade e eficácia. Isso garante que eles sejam uma alternativa significativamente mais econômica, sem comprometer os resultados terapêuticos.

No Brasil, por regra da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), os genéricos devem custar, no mínimo, 35% a menos que o preço do medicamento de referência. Os similares, por sua vez, possuem preços livres definidos pela Anvisa / CMED, mas costumam ser mais baratos que o original por não exigirem gastos com pesquisas iniciais. É preciso conhecer as diferenças entre medicamentos de referência, genéricos e similares para entender o valor final de cada um deles para o consumidor.

O QUE É UM MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA?

É o primeiro medicamento registrado para determinado princípio ativo, desenvolvido após anos de pesquisas clínicas que comprovam sua segurança, eficácia e qualidade. Ele serve como padrão para o desenvolvimento dos genéricos e similares, mas tem um tempo de exclusividade de comercialização, que no Brasil é de 20 anos. Após esse período, o medicamento perde a patente e sua fórmula pode ser produzida por outros laboratórios.

O QUE SÃO OS MEDICAMENTOS GENÉRICOS?

Quando a exclusividade de produção de um laboratório acaba, outras empresas ganham o direito de produzir a mesma fórmula. Esses são os genéricos. Eles funcionam exatamente da mesma forma no corpo, pois possuem o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração, indicação terapêutica e posologia do medicamento de referência. Antes de serem registrados pela Anvisa, precisam comprovar equivalência farmacêutica e bioequivalência, demonstrando que oferecem o mesmo efeito terapêutico quando utilizados corretamente. O genérico não possui marca comercial, o que reduz ainda mais seu custo, sendo identificado pela faixa amarela com a letra “G” na embalagem.

O QUE SÃO OS MEDICAMENTOS SIMILARES?

Os similares possuem o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração e indicação terapêutica do medicamento de referência, mas são comercializados com um nome de marca e podem apresentar diferenças relativas ao tamanho, prazo de validade, embalagem.

Para serem vendidos nas farmácias, a Anvisa exige que os similares passem por testes rigorosos. Para serem considerados intercambiáveis, ou seja, quando podem ser trocados com segurança pelo medicamento de referência, precisam comprovar qualidade, eficácia e equivalência em relação ao medicamento de referência, conforme os critérios estabelecidos pela Anvisa.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS
REFERÊNCIAGENÉRICOSIMILAR
. Produto pioneiro, que serve de base para os demais;
 
. Passou pelos estudos clínicos originais;

. Serve como padrão para comparação;

. Tem nome e marca patenteados.

Exemplos: Novalgina, Tylenol, Aspirina
. Possui o mesmo princípio ativo e características do original;  

. Não utiliza marca comercial;  

. Deve comprovar equivalência farmacêutica e bioequivalência;
 
. Pode substituir o medicamento de referência.  

Exemplos: Dipirona, Paracetamol, Ácido Acetilsalicílico
. Cópia do original;  

. Possui marca comercial própria;
 
. Precisa comprovar equivalência farmacêutica e bioequivalência para ser intercambiável.  

Exemplos:
MAXALGINA (similar da Novalgina – Dipirona);
TYLALGIN (similar do Tylenol – Paracetamol);
DORMEC (similar da Aspirina – Ácido Acetilsalicílico)

O QUE SÃO OS TESTES DE BIOEQUIVALÊNCIA?

Uma das maiores garantias de segurança dos medicamentos genéricos e dos similares intercambiáveis está nos estudos de bioequivalência. São testes rigorosos que avaliam se o organismo absorve o medicamento da mesma forma que absorve o medicamento de referência.

Além da bioequivalência, também são realizados estudos de equivalência farmacêutica, que confirmam que o medicamento possui a mesma composição qualitativa e quantitativa do princípio ativo. Todos os estudos são analisados pela Anvisa antes da concessão do registro do medicamento.

TROCA SEGURA ENTRE MEDICAMENTOS: INTERCAMBIALIDADE

A intercambialidade é o nome técnico para a troca segura. Significa que pode haver substituição do medicamento de referência (original), prescrito pelo seu médico, por outra opção equivalente mais barata, com a certeza absoluta de que o tratamento terá o mesmo resultado no seu organismo.

COMO SABER SE UM MEDICAMENTO É INTERCAMBIÁVEL?

Segundo a Anvisa:

  • Todos os medicamentos genéricos são intercambiáveis com seus respectivos medicamentos de referência;
  • Já os medicamentos similares somente podem substituir o medicamento de referência quando forem aprovados como intercambiáveis pelo órgão.

Sempre que tiver uma receita e quiser saber se é possível a troca por genérico ou similar, busque pelo profissional farmacêutico, que é o responsável legal por validar essa troca no balcão, e peça para ele confirmar a equivalência no sistema da Anvisa. Não aceite a troca feita por atendentes sem a supervisão do farmacêutico.

Caso você queira também consultar se um medicamento é intercambiável com o de referência, é possível verificar na própria bula ou consultar o site da Anvisa, pelo link https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2024/saiba-como-consultar-medicamentos-similares-intercambiaveis.

Fonte referência da imagem: https://guiadesimilares.com.br/intercambialidade/

E NA ONCOLOGIA (TRATAMENTO DO CÂNCER)?

EXISTE A MESMA SEGURANÇA NA TROCA DE MEDICAMENTOS?

Quando o assunto é o tratamento do câncer, a segurança precisa ser absoluta. Pacientes que utilizam medicamentos oncológicos orais — como os modernos comprimidos e cápsulas para quimioterapia oral ou terapia-alvo — podem confiar plenamente nas versões genéricas e similares equivalentes.

A Anvisa aplica critérios de exigência ainda mais rígidos para o registro dessas moléculas de alta complexidade. Isso significa que um genérico ou similar oncológico passa por testes rigorosos que garantem que o princípio ativo chegará às células tumorais exatamente com a mesma precisão, velocidade e potência do medicamento de referência, oferecendo a mesma chance de cura por um custo significativamente menor.

DICAS PARA FAZER A MELHOR ESCOLHA

Antes de tudo, a busca pelo medicamento deve sempre considerar a orientação do médico ou do farmacêutico. Para escolher com segurança:

  • Verifique se o medicamento possui registro ativo na Anvisa;
  • Observe se o genérico apresenta a identificação oficial na embalagem;
  • Confirme se o medicamento similar é intercambiável antes de fazer a substituição;
  • Compre medicamentos apenas em farmácias e drogarias regularizadas;
  • Nunca interrompa ou troque um tratamento por conta própria.

Ao conhecer as diferenças entre medicamentos de referência, genéricos e similares, fica mais fácil perceber que o preço não determina a qualidade. Quando aprovados pela Anvisa, esses medicamentos atendem aos mesmos padrões de segurança, eficácia e qualidade, permitindo economizar sem abrir mão de um tratamento confiável.

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