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Psoríase: Tratamento adequado e informação contra o estigma

11/09/2025

Uma doença que afeta a autoestima e a qualidade de vida, mas pode ser controlada com acompanhamento médico e terapêutico eficiente e individualizado.

A psoríase é uma doença de pele autoimune, crônica e não contagiosa, caracterizada, na maioria dos casos, pelo aparecimento de placas avermelhadas na pele, que descamam. As lesões podem apresentar coceira, dor ou queimação e podem acometer a pele como um todo, o couro cabeludo e as unhas, variando os sintomas conforme o local afetado e o tipo de psoríase. A doença é cíclica, com sintomas que aparecem periodicamente, podendo surgir em áreas isoladas ou em várias partes do corpo ao mesmo tempo, conforme a gravidade. 

A doença é relativamente comum, atingindo cerca de 1,3% da população mundial, e se manifesta mais frequentemente na idade adulta. De acordo com o dermatologista Guilherme Magalhães, médico da Clínica de Infusão Compartilhada (CIC), da Copass Saúde, é importante que as pessoas saibam que a psoríase não é uma doença transmissível por nenhum tipo de contato, pois o maior desafio enfrentado pelos pacientes é o estigma relativo ao aspecto das lesões, o que prejudica muito o convívio social, o lado emocional e pode, com isso, piorar o quadro.

IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA

Segundo o médico, a psoríase, quando não tratada adequadamente, afeta muito qualidade de vida do paciente, gerando depressão, desânimo, baixa autoestima.  Muitos sentem-se desconfortáveis socialmente com as lesões aparentes e com o medo que muitas pessoas têm de contágio – por desconhecimento sobre a doença – o que causa constrangimento e isolamento. Além disso, a própria doença pode ser extremamente incômoda quando acomete áreas mais sensíveis como palmas das mãos, região genital e couro cabeludo, com muita coceira e descamação.

“Receber um diagnóstico de psoríase, principalmente por não ter cura, pode ser muito impactante. Por isso, é importante mostrar ao paciente que a doença tem controle, com o acompanhamento certo. Alguns precisam de psicoterapia, tanto para lidar com o diagnóstico quanto para ajudar a melhorar as lesões”, afirma o Dr. Guilherme.

CAUSAS E FATORES DE RISCO DA PSORÍASE

A psoríase não tem uma causa específica, mas depende da combinação entre fatores de risco e predisposição genética. Ela pode ser desencadeada ou agravada por fatores ambientais e comportamentais como obesidade, tabagismo, consumo de álcool, estresse, entre outros. A pele muito seca ou sensível também pode contribuir, além de situações que afetam o equilíbrio emocional, como ansiedade ou transtorno depressivo não controlados.

Tais fatores não causam a doença diretamente, mas funcionam como gatilhos em pessoas que sejam geneticamente predispostas. Ter histórico familiar aumenta as chances, mas não é determinante para o surgimento da psoríase.

DIAGNÓSTICO DA PSORÍASE

O diagnóstico da psoríase é essencialmente clínico, feito pelo dermatologista, com base nas características das lesões. Quando há dúvidas, em casos de lesões atípicas que podem ser confundidas com outras doenças, é indicado fazer uma biópsia da lesão. A biópsia não é um resultado conclusivo e seu papel é descartar outras possibilidades de diagnóstico. A avaliação clínica, associada ao resultado da biópsia, vão gerar o diagnóstico final.

ARTRITE PSORIÁSICA

 Artrite psoriásica é um acometimento de articulações que pode afetar pessoas que têm psoríase. É a única doença que se pode citar como correlata da psoríase e acomete 1 em cada 3 pacientes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia.  Além das lesões da pele, o paciente tem dor articular, dificuldade de movimentação e pode desenvolver sequelas articulares típicas da artrite, se não tratada. É raro, mas pode ocorrer do paciente ter os sintomas da artrite antes de surgirem as lesões da psoríase.

Segundo o Dr. Guilherme, estudos iniciais têm demonstrado que o uso dos novos medicamentos para psoríase, de forma adequada e com menos tempo de evolução da doença, pode reduzir o risco de desenvolvimento da artrite psoriásica.

TRATAMENTOS DA PSORÍASE

O tratamento é sempre individualizado e depende do acompanhamento regular por dermatologista, que precisa levar em conta a gravidade e tipo das lesões, a resposta do paciente e, principalmente, o impacto da doença na sua qualidade de vida. Além das medicações, outras terapias como a exposição solar e fototerapia por luz ultravioleta orientada  pelo médico podem ser auxiliares para melhorar determinados tipos de lesões.

Iniciar o tratamento precoce faz diferença. Estudos mostram que pacientes com menos de dois anos de diagnóstico respondem melhor às medicações do que aqueles com a doença há mais tempo.

O dermatologista explica que a escolha do tratamento é guiada, basicamente, pela manifestação clínica do paciente e segue protocolos específicos. Inicialmente, lesões mais leves são tratadas com medicamentos tópicos, como pomadas e loções. Para lesões mais sérias, em áreas críticas ou altamente sensíveis, é preciso associar ao tratamento tópico, medicações sistêmicas (orais ou injetáveis).

CONVIVER COM A DOENÇA DE PSORÍASE

Para o beneficiário Fernando Silveira, 65 anos, paciente da Clínica de Infusão Compartilhada da Copass, conviver com a psoríase já foi bem mais complicado do que atualmente:

 “Tenho psoríase há mais de 10 anos e a manifestação dos sintomas na minha pele era muito violenta. Não é uma doença dolorida, mas pode ser muito incômoda porque, além de uma tremenda coceira nas lesões, uma das piores manifestações da psoríase é a descamação da pele, que se espalha pelo ambiente em volta, o que é muito desagradável. Isso me causava privações como não poder usar uma bermuda ou ficar sem camisa em público.

O meu tratamento teve duas etapas distintas: no início, eu tomava as medicações disponíveis na época, que eram agressivas, principalmente para o fígado, e não faziam as lesões desaparecerem por completo. Há quase dois anos eu passei a fazer uso do medicamento imunobiológico e os sintomas foram bastante minimizados, chegando a desaparecer. É importante destacar a diferença entre os dois tipos de medicamentos.  Tenho enorme gratidão por ter acesso a esse tratamento, pois sei que é um dos mais avançados e que o custo disso é bem alto. Agora eu tenho muito mais qualidade de vida.”

Veja como Fernando recuperou sua qualidade de vida – Assista ao vídeo completo:

PREVENÇÃO DA PSORÍASE

Não há como prevenir a psoríase, porém, quanto mais precoce o diagnóstico, melhores os resultados do tratamento e menor o impacto na qualidade de vida. Por isso, é importante buscar atendimento médico diante dos primeiros sintomas. O Dr. Guilherme Magalhães ressalta que o controle dos fatores de risco pode prevenir o aparecimento das lesões.  Nesses casos, hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, atividade física regular, não fumar e reduzir o consumo de álcool atuam como protetores. Pessoas com psoríase e sobrepeso associados podem ter um risco aumentado para doenças cardiovasculares. Assim, manter o controle ideal do peso é fundamental.

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa

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