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Controle de peso é coisa séria

02/06/2026

A obesidade é uma doença crônica, com consequências graves, cujo controle exige mais do que força de vontade: entender as causas e tratar de forma adequada, contínua e multidisciplinar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a obesidade como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo, que prejudica o organismo. A doença causa inflamação crônica e sobrecarga física, elevando o risco de mortalidade e complicações como doenças cardiovasculares (pressão alta, infarto, AVC), diabetes, distúrbios do sono, problemas respiratórios e articulares, alguns tipos de câncer, além de afetar a saúde mental.

São diversos os fatores que influenciam o desenvolvimento da obesidade: condições biológicas, como a herança genética, têm peso importante, assim como questões comportamentais (hábitos de vida), psicológicas e socioeconômicas. Para Rodrigo Amaral, nutricionista das clínicas de APS da Copass Saúde, em Belo Horizonte, a obesidade deve ser compreendida e tratada como uma doença que envolve saúde física, emocional, social e ambiental. “A grande maioria dos pacientes com sobrepeso e obesidade alcançam bons resultados no tratamento quando entendem que não é só a dieta, mas um conjunto de fatores que precisam de atenção”, afirma.

Uma pessoa é considerada obesa quando o cálculo do seu Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou superior a 30. O IMC é medido através da divisão do peso (kg) pela altura (m) da pessoa ao quadrado.

FATORES DE RISCO

. Sedentarismo, pois a falta de atividade física regular prejudica o metabolismo, a regulação da fome e aumenta o armazenamento de gordura corporal.

. Alimentação desequilibrada e consumo de alimentos ultraprocessados, que são mais baratos e práticos, porém, ricos em calorias e pobres em nutrientes.

. Excesso de tempo em frente às telas, que reduz o tempo para outras atividades que poderiam gastar energia.

. Sono inadequado ou poucas horas  de sono por noite, o que libera cortisol no organismo, causando estresse.

 . Alterações emocionais como estresse, ansiedade e depressão, que levam muitas pessoas a buscarem a comida como forma de alívio, em um ciclo vicioso:

SINAIS DE ALERTA

O nutricionista Rodrigo Amaral chama a atenção para alguns indícios de que é preciso intervir para controlar o peso corporal:

  • Ganho de peso progressivo ao longo de semanas ou meses;
  • Aumento da circunferência abdominal;
  • Cansaço excessivo para atividades simples;
  • Alterações na pressão arterial e exames de sangue como glicemia, colesterol, triglicerídeos, hemoglobina glicada;
  • Ronco, pois quem ganha peso rápido pode iniciar ou intensificar o ronco.
  • Dores articulares em pontos afetados pelo peso do corpo, como tornozelos e joelhos.

CONTROLE INDIVIDUALIZADO E EFETIVO É NA APS

Nas clínicas de APS, o acompanhamento busca entender as causas do ganho de peso e oferecer um cuidado completo e individualizado. A equipe multiprofissional garante o suporte integrado de terapias como nutrição, psicologia e outras, conforme a necessidade. A obesidade tem taxas de incidência elevadas nos atendimentos.  Em 2025, cerca de 31% dos beneficiários da Copass, pacientes do serviço de nutrição das clínicas de BH, foram diagnosticados com a doença.

Segundo Rodrigo, para o acompanhamento nutricional são analisados fatores como rotina, alimentação, atividade física, sono, hidratação, funcionamento intestinal, dores, nível de energia e outros. Com isso, o plano alimentar é alinhado às condições de cada paciente, possibilitando maior adesão ao tratamento.

A DIETA IDEAL

O nutricionista explica que, no tratamento da obesidade, o foco é um déficit calórico moderado, sem restrições extremas, para tornar o processo mais leve e sustentável. Assim, quanto mais simples e aceitável for a dieta, adaptada às preferências e à rotina do paciente, maiores as chances de manter o plano a longo prazo. Além disso, o emagrecimento saudável deve acontecer aos poucos. Perder peso de forma gradual e constante é mais eficaz do que mudanças radicais, difíceis de manter por muito tempo.

A ideia de “fechar a boca” para emagrecer pode trazer mais prejuízos do que resultados. Dietas muito restritivas aumentam o estresse em relação à comida, favorecem episódios de compulsão e podem causar cansaço, piora do sono, falta de energia e deficiência de vitaminas e minerais.

10 PASSOS PARA PREVENÇÃO DA OBESIDADE

  1. Manter a alimentação equilibrada, variando os alimentos, e evitar dietas muito restritivas;
  2. Priorizar alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras, ou minimamente processados e evitar os ultraprocessados;
  3. Ter uma rotina alimentar organizada, com horários certos para comer e evitar “beliscar” várias vezes ao dia;
  4. Praticar atividade física regularmente (no mínimo, 150 minutos por semana, conciliando musculação com uma atividade aeróbica);
  5. Reduzir o tempo em frente às telas;
  6. Dormir bem, com tempo adequado de descanso;
  7. Controlar o estresse e a ansiedade;
  8. Beber água (35 a 40 ml x o peso da pessoa  por dia);
  9. Se sair fora da dieta, não abandonar e retomar o quanto antes;
  10. Fazer o acompanhamento adequado na APS.

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.

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