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Quedas de idosos: sua casa é um ambiente seguro?

25/06/2026

Saiba quais são as principais causas de quedas em pessoas idosas, os riscos para a saúde e as medidas mais eficazes para prevenir acidentes.

As quedas são um dos grandes problemas que afetam a saúde de idosos. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30% das pessoas com mais de 65 anos sofrem, pelo menos, uma queda por ano. Acima de 80 anos, esse número pode chegar a 50%. E o que chama a atenção é que em mais de 70% dos casos, as quedas acontecem dentro de casa.

Além de aumentarem o risco de lesões graves e hospitalizações, as quedas podem comprometer a autonomia e a qualidade de vida da pessoa idosa. De acordo com a enfermeira Giselle Freitas, analista do Programa de Atenção Domiciliar (PAD), da Copass Saúde, apesar da alta incidência, é importante destacar que as quedas não são uma consequência natural do envelhecimento e podem ser prevenidas com ações simples e eficientes.

CONSEQUÊNCIAS DAS QUEDAS

Os impactos de uma queda podem ser físicos, emocionais e financeiros, afetando não apenas o idoso, mas toda a família:

Físicas: as mais comuns são fraturas, principalmente, de quadril e fêmur, punhos e braços, coluna, joelhos e tornozelos;traumatismo craniano;cortes e escoriações;perda de mobilidade.Em muitos casos, o idoso precisa permanecer longos períodos acamado, o que leva ao enfraquecimento muscular e dificulta a recuperação, causando dependência.

Emocionais: os efeitos psicológicos podem ser tão graves quanto as implicações físicas. Após uma queda, muitos idosos desenvolvem medo de cair novamente, tornando-se mais inseguros e limitando suas atividades. Esse quadro, conhecido como síndrome pós-queda, pode provocar  ansiedade, isolamento social, sintomas depressivos. A enfermeira Giselle ressalta que, quanto menos a pessoa se movimenta, maior é a perda de massa muscular e, consequentemente, maior o risco de novas quedas. É um ciclo que torna o idoso cada vez mais frágil.

Financeiras: além de gastos com cirurgias complexas, internações prolongadas, sessões de fisioterapia, entre outros procedimentos, em muitos casos, uma queda pode gerar despesas significativas com adaptações no ambiente doméstico, contratação de cuidadores profissionais ou manutenção de familiares dedicados ao cuidado do idoso.

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO

O risco de quedas, geralmente, resulta de uma combinação de fatores:

Clínicos Ambientais
. Idade avançada;

. Fraqueza muscular;

. Alterações de equilíbrio;

. Doenças neurológicas;

. Demências;

. Doenças crônicas descontroladas, como diabetes e hipertensão;

. Problemas de visão e audição;

. Uso de múltiplos medicamentos que podem causar efeitos como tontura ou sonolência.
. Tapetes soltos;

. Pisos escorregadios;

. Ambientes mal iluminados;

. Escadas sem corrimão;

. Ausência de barras de apoio;

. Objetos espalhados pelos cômodos;

. Uso de calçados inadequados.

GUIA DA PREVENÇÃO

Investir na prevenção de quedas significa preservar a autonomia e o bem-estar dos idosos. Para Giselle Freitas, com atenção aos fatores de risco, que implica em cuidado adequado com a saúde do idoso e adaptações no ambiente doméstico, é possível evitar muitos acidentes. Afinal, envelhecer com qualidade de vida também passa por viver com mais segurança. Confira as dicas da enfermeira para um checklist da prevenção:

Saúde e comportamento

Antes de cuidar do ambiente que cerca o idoso, é fundamental manter o acompanhamento da sua saúde e seus hábitos para evitar complicações que aumentam os riscos de quedas. A prevenção exige atuação de equipe de saúde multidisciplinar, alinhada com familiares, cuidadores e o próprio idoso.

  • Fazer avaliação periódica da saúde do idoso, monitorando condições de visão, audição, efeitos colaterais de medicação, controle de doenças crônicas. Durante a avaliação profissional são utilizados métodos para identificar o risco de queda e definir ações preventivas.
  • Praticar atividade física regular é essencial para manter a força muscular e o equilíbrio. Caminhadas, alongamentos, fisioterapia e exercícios de fortalecimento são fundamentais.
  • Fazer uso de dispositivos auxiliares, como bengalas e andadores, quando indicado por profissionais de saúde, pode aumentar a estabilidade e a segurança durante a locomoção.
  • Utilizar calçados fechados, bem ajustados e confortáveis, com sola antiderrapante. O uso de chinelos ou sapatos frouxos aumenta o risco de acidentes.

Cuidados dentro de casa

Pequenas adaptações podem fazer uma grande diferença:

✔ Retirar tapetes soltos;

✔ Evitar pisos escorregadios;

✔ Melhorar a iluminação dos ambientes;

✔ Manter uma luz acesa durante a noite para facilitar deslocamentos;

✔ Instalar barras de apoio em pontos estratégicos como banheiros e corredores;

✔ Utilizar corrimãos em escadas;

✔ Garantir que móveis de apoio, como mesas de cabeceira, estejam firmes e estáveis;

✔ Manter os ambientes organizados e livres de obstáculos.

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