Outubro Rosa: Um cuidado para cada momento
O cuidado com a saúde feminina acontece ao longo da vida, com hábitos saudáveis, vacinação, acompanhamento personalizado e o rastreamento indicado para cada mulher, em cada fase.
Prevenir doenças, conhecer os próprios fatores de risco e realizar os exames de rastreamento indicados para cada momento da vida são atitudes que ajudam a cuidar da saúde feminina antes que um problema apareça — ou a identificá-lo o mais cedo possível.
O acompanhamento com a Atenção Primária à Saúde (APS) atua para reduzir o risco de desenvolvimento de doenças e define quando o rastreamento deve ser feito para identificar alterações em fases iniciais, antes do surgimento dos sintomas.
Veja abaixo como se cuidar e rastrear os principais tipos de câncer que afetam as mulheres brasileiras: mama, colo do útero de intestino.
Mama: o toque não substitui a imagem
O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil. Para 2026, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos.
Um ponto importante: o fato de você não sentir nada não significa que está tudo certo. Dor na mama ou no mamilo, secreções e vermelhidão na pele da mama são sinais que podem surgir apenas quando a doença já está avançada.
O rastreamento existe para identificar nódulos potencialmente malignos quando a doença ainda está no início e, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), tem aproximadamente 90% de chances de cura.
Como rastrear o câncer de mama:
- A mamografia pode identificar alterações que não são percebidas pelo toque. Por isso, o autoexame não substitui o rastreamento por imagem quando ele for indicado pelo seu médico.
- A idade para iniciar e a frequência da mamografia devem considerar as recomendações do Ministério da Saúde, o histórico familiar e, principalmente, as condições individuais de saúde.
- O acompanhamento preventivo com um profissional de referência é que vai definir qual exame fazer e quando fazê-lo. Dessa forma, manter suas consultas preventivas em dia é fundamental.
- Beneficiárias da Copass Saúde podem fazer esse acompanhamento sem coparticipação, em uma das 15 clínicas de APS, do programa Integração Saúde.
Colo de útero: faça o papanicolau na Atenção Primária à Saúde
O câncer do colo do útero também está entre os cânceres mais incidentes entre as mulheres brasileiras. Para 2026, são estimados 19.310 novos casos.
Quando em fase avançada, o câncer do colo do útero provoca dores pélvicas e abdominais, sangramentos e secreções vaginais e até alterações urinárias e intestinais.
Como rastrear o câncer do colo de útero:
- O rastreamento deve começar a partir dos 25 anos para mulheres que já iniciaram a vida sexual. O exame Papanicolau é uma das formas de rastreamento e deve ser repetido um ano após o primeiro exame e, a partir do segundo resultado normal, a cada três anos ou quando o seu médico indicar.
- Beneficiárias da Copass Saúde podem realizar a coleta do papanicolau sem coparticipação, em uma das 14 clínicas presenciais de APS, do programa Integração Saúde.
- E, no caso do câncer do colo do útero, antes mesmo do rastreio, existe uma forma muito importante de prevenção: a vacinação contra o HPV.
HPV: vacinação para além do colo de útero
O Papilomavírus Humano, conhecido como HPV, é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo e alguns de seus tipos estão relacionados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.
A vacinação protege contra os tipos de maior risco e pode prevenir cânceres como os de colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis e garganta. A vacina também ajuda a prevenir lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e infecções persistentes causadas pelo vírus.
Quando se vacinar contra o HPV
- A vacinação é especialmente importante antes do início da vida sexual, quando a resposta à imunização tende a ser mais eficiente. No SUS, a vacinação tem como foco crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de grupos prioritários conforme indicação.
- A Copass Saúde também oferece a vacina para públicos não contemplados pelo SUS, mediante pedido médico. E vale lembrar: HPV não é assunto apenas para mulheres. A vacinação também protege os homens contra as doenças relacionadas ao vírus.
Câncer de intestino: um novo alerta para a saúde feminina
Segundo as estimativas INCA, o câncer colorretal representa cerca de 10,5% de todos os novos casos de câncer em mulheres no país em 2026, tornando-se o segundo mais incidente e um dos mais letais.
Sintomas como sangue nas fezes, alterações no ritmo intestinal, fezes afinadas, com formato alongado, cólicas, gases, inchaço e anemia sem causa aparente surgem quando a doença já está instalada e não devem ser ignorados.
Como rastrear o câncer de intestino:
- O rastreamento é geralmente indicado, por meio de teste de sangue oculto nas fezes, para homens e mulheres a partir dos 50 anos, mas pode variar conforme histórico familiar e condições de saúde.
- Mantenha sua consulta preventiva anual em dia e informe sua equipe de saúde sobre histórico familiar de câncer colorretal, doenças inflamatórias do intestino (como Doença de Crohn ou retocolite) ou síndromes genéticas.
Prevenção: o cuidado de todos os momentos
O rastreio acontece no consultório médico e na sala de exames, mas o cuidado preventivo acontece também no cotidiano, nos pequenos hábitos de cada mulher.
De 30% a 50% dos cânceres podem ser prevenidos por meio de mudanças de hábitos e redução da exposição a fatores de risco evitáveis.

Não existe uma receita única de prevenção. Existe o cuidado diário com a saúde que faz sentido para a sua história, sua idade, seus fatores de risco e sua fase da vida.
Cuidado personalizado: a importância de se cuidar na APS
Prevenção e rastreamento precisam ser individualizados. Histórico familiar, idade, condições de saúde e outros fatores podem definir a estratégia mais adequada para cada pessoa.
Por isso, manter uma rotina de consultas preventivas anuais e conversar com uma equipe de saúde é tão importante quanto realizar um exame. Na Copass Saúde, as clínicas do Integração Saúde funcionam como porta de entrada para o cuidado coordenado. Nas 15 clínicas de Atenção Primária à Saúde, as beneficiárias contam com uma equipe multidisciplinar que conhece seu histórico, orienta a prevenção e, quando necessário, encaminha para outros profissionais e serviços, acompanhando a continuidade do cuidado.